domingo, 6 de outubro de 2013



O Sentido de Ser Educador: pequenas coisas do dia a dia que te pegam de surpresa e fazem refletir.[1]
Marcel Cavalcante de Souza

Resumo

Ensinando meu filho a mexer no celular ou ainda explicando a ele o porquê da greve, resgato quase magicamente o sentido essencial que me levou a escolher essa profissão tão difícil e apaixonante ao mesmo tempo. Estar atento à curiosidade e necessidade do outro é um exercício fundamental, que o dia a dia massacrante da sobrevivência aliada ao estímulo ao acúmulo de bens, nos faz esquecer, coisificando o ser humano, tentando transformá-lo em homem-máquina. 

É preciso respirar fundo, rever convicções e lembrar o que te movia quando escolheu ser educador. Mais do que estar preocupado com conteúdos ou técnicas específicos, resgatar a sensação boa dentro do peito ao perceber que o educando compreendeu o que você disse. 

Várias são as pessoas que me influenciaram diretamente para eu me tornasse um educador. A primeira delas foi minha mãe. Lembro com carinho também de Sensei Pezão (meu professor de Karatê). Recordo outro mestre importante nessa ‘jornada pedagógica’: Professor Claudio Guiot-Rita. Foi meu professor de teatro no 2º grau (ensino médio) no Colégio Estadual Visconde de Cairu (Méier). Na faculdade também são muitos os mestres, mas se posso ter a ousadia (quase indelicadeza) de citar apenas uma pessoa, tenho que falar da Professora Doutora Ângela Bretas. Ao ingressar na Pós Graduação, tive mais uma vez a honra de ter ótimos professores. Impossível destacar apenas um. 



O interessante é que cada aprendizado que recebi, carrego comigo para minha práxis. Se hoje posso me considerar um cidadão crítico e participativo na sociedade em que vivo, devo muito a essas pessoas, sem menosprezar, claro, tantos outros (as), que direta ou indiretamente influenciaram-me como educador.





[1] Relato de experiência, reflexão, desabafo emocional? Não sei ao certo como definir este escrito, mas neste momento isso também não importa tanto assim.

OBS: Quem quiser ler o relato completo é só me avisar ;)

cavalcantedesouza@gmail.com  ou deixando um comentário ;)

7 comentários:

Wellington França disse...

Embora sem a devida licenciatura acadêmica para o exercício da profissão, deparei-me compelido nos anos 80 mediar processos inéditos para a ocasião, em que os participantes buscavam conhecimento sem grade curricular, sem quadro & giz. A sala podia ser um platô na Pedra da Gávea, nos gramados da Quinta da Boa Vista ou no quintal da casa dos vizinhos. Podíamos ser presos por porte ilegal de livros ditos subversivos que atualmente estão livres nas bibliotecas universitárias. No cardápio, cientistas sociais brasileiros e estrangeiros de expressão internacional. Alguns textos só disponíveis em espanhol. Um dos objetivos era a luta por um estado de direito democrático. Uma de nossas metas era a de formar pessoas com consciência política e desenvolvimento do pensamento critico e analítico, capacitados assim para quebrar paradigmas. Havia pouco tempo para tratar de afetividades mas, elas aconteciam.
Seu precioso e muito apropriado relato fez-me lembrar de perguntar como foi que me tornei educador e...Caramba! Como temos afinidades sem ou quase nada lermos um ao outro! Valeu Mestre Marcel Cavalcante, nosso Moderador Radical Contemporâneo com a mente na vanguarda da Historia.

Marcel disse...

Ô mestre, que coisa boa! Vc com certeza foi um dos amigos que sempre que pôde se fez presente em minha formação como pessoa atuante e pensante dos problemas à nossa volta.

Fico feliz que meu relato tenha suscitado lembranças tão boas.

Um Grande Abraço meu amigo Guarany!!!

Evento de Estágio - EEFD/UFRJ disse...

É interessante você ressaltar Marcel, sua construção da vida como um professor. É necessário essa busca para não se utilizarem de argumentos de que o professor é vocação, você já nasce pronto e feito só pra aquilo, e se utilizam desde argumento para nos desvalorizar perante as outras classes. O professor não nasce com o dom, possui uma história, um meio social vivido, relações e emoções, influencias e reflexões, para assim se construir professor, assim como o médico, o engenheiro, o advogado, etc! Adorei seu post, passarei a acompanhar seu blog. Beeijos! Raíra

Marcel disse...

Obrigado Raíra!!!! Muito impoortante pra mim poder trocar com vc! Adorei saber que vc vai acompanhar, comente sempre por favor!!

Beijo no coração!!! Sucesso!

Profª Rosilene Pereira disse...

É muito legal ter um amigo de profissão que tem tanta sensibilidade no ato de educar. Que vai além do racional e pensa com o coração.

Profª Rosilene Pereira disse...

É muito bom ter um amigo de profissão que pensa o ato de educar além do racional pensa com o coração.

Marcel disse...

Obrigado Rosi!!! Abraço forte!!